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Edição nº 350
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terça-feira, 2 de Setembro de 2008 Agressões e intimidações a favor da empresa na Volks do ABC
Mesmo assim, a Artsindical (direção da CUT) incluiu a discussão na pauta. O debate foi acirrado, com o plenário bastante dividido sobre se a fábrica devia voltar a discutir o banco de horas com a fabrica ou não. Percebendo que tinha uma ligeira maioria, a Artsindical também se aproveitou e colocou em pauta a forma como os trabalhadores decidiriam sobre uma nova proposta. Assembléia no pátio ou plebiscito. Por fim, impuseram o plebiscito. As assembléias no pátio da Volks, por várias vezes, colocou a direção do sindicato em situações complicas. A última que recusou a renovação do banco de horas e forçou a Artsindical a permitir uma defesa no microfone de proposta contrária a do sindicato. O plebiscito nos moldes da democracia burguesa faz com que primeiro o controle do processo seja da empresa. Segundo, faz com que os setores mais atrasados que não ficam nas assembléias tenham o mesmo direito que os trabalhadores mais conscientes, que participam das assembléias no pátio. Agressões e intimidações Ao final da plenária do dia 16, quando membros da oposição foram questionar o encaminhamento da proposta de plebiscito, que não estava na pauta, o membro da comissão na estamparia, Nelson, agrediu com chutes um trabalhador da ala 13. O operário reagiu e o coordenador do Comitê Sindical, o Frangão, e o diretor da executiva do Sindicato, Marcelão, partiram covardemente para cima do trabalhador e o espancaram. O caso foi para na delegacia com, BO aberto e exame de corpo delito. No dia 18 foi distribuído um manifesto na fábrica, assinado por membros da comissão de fabrica da estamparia, armação e carroceria, pintura, usinagem e montagem final e ex-diretores do sindicato, conclamando o repúdio a estes métodos no meio sindical. |
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