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Edição nº 316
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terça-feira, 25 de Setembro de 2007 Apesar do imobilismo da CUT, bancários realizam paralisações
Na contramão da história, a Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), orgânica à CUT, cassou a participação dos sindicatos da oposição nos fóruns da categoria, expulsou seus representantes do Comando Nacional e construiu uma pauta rebaixada, que reivindica 10,3% de reajuste aos banqueiros, ignorando por completo as perdas da categoria, que variam de 30% a 100%. Ainda assim, os trabalhadores reagem. Em Natal, o Sindicato dos Bancários - que apóia a Conlutas - realizou paralisações parciais nas maiores unidades da capital potiguar. As agências Centro/Banco do Brasil, Potiguar/CEF e Rio Branco/Itaú ficaram fechadas por uma hora e só abriram às 11 da manhã. "A categoria está repudiando os altíssimos lucros dos banqueiros, em detrimento da exploração da nossa força de trabalho. Isto é uma vitória dos trabalhadores, que estão mostrando sua força mesmo com as traições da CUT, que tenta o tempo inteiro enterrar o movimento", enfatizou Liceu Carvalho, coordenador-geral do sindicato. Como se tudo isso não bastasse, na última negociação com os banqueiros, a Contraf divulgou que "arrancou" um índice de 4,82%. Acontece que, por força da pressão da base, faltou coragem para defender a aceitação da proposta, e por isso, lançou mão de uma estratégia grotesca para desmontar o movimento: suspendeu a plenária nacional que se realizaria no dia 25 e que deliberaria os rumos de uma greve nacional dos bancários. "Mesmo diante das manobras da CUT, os trabalhadores estão demonstrando que há disposição para a luta. A paralisação de hoje foi uma prova cabal disto. A base atropelará as direções pelegas mais uma vez, assim como foi nos últimos três anos", concluiu Liceu. |
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