|
Edição nº 312
|
terça-feira, 18 de Setembro de 2007 Trabalhadores dos Correios fazem paralisaçõesProtesto é parte da campanha salarial contra a proposta da empresa de reajuste rebaixado
O resultado do dia de paralisações é bastante vitorioso. Doze sindicatos paralisaram suas bases por 24 horas: Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São José dos Campos (SP). Ocorreram paralisações parciais por todo o país, desorganizando totalmente o tráfego postal e telegráfico. A campanha salarial da categoria tem como eixos principais o reajuste salarial de 47,77%, o aumento real de R$ 200,00 incorporados aos salários, a implantação do PCCS dos trabalhadores, melhores condições de trabalho com contratação de funcionários e defesa dos direitos trabalhistas. A ECT é, disparada, a empresa que paga os piores salários entre as empresas públicas federais. Conforme tabela do efetivo do último mês de março, 24,9 mil trabalhadores dos Correios têm um salário de R$ 737,39. No total, cerca de 56 mil trabalhadores recebem menos de R$ 800. Trabalhadores atropelam governistas A campanha salarial estava morna. A razão para isso era o fato de a maioria das direções sindicais do movimento, ligadas à CUT (Articulação/PT e CSC/PCdoB), estarem fazendo "corpo mole". Estas direções sindicais estão buscando, de todas as maneiras, negociar um acordo rebaixado com a direção da empresa com alguma concessão que possa dividir a base na mobilização. Com a paralisação, a categoria deu uma demonstração explícita de que existem todas as condições de superar estas direções e fazer uma grande greve no dia 12 de setembro para derrotar o governo e a direção dos Correios. O próximo passo é organizar uma mobilização em Brasília nos dias 28 e 29 de agosto, como parte da preparação da greve nacional dos trabalhadores. |
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
GALERIAS DE FOTOS
|


















































