|
Edição nº 176
|
terça-feira, 8 de Junho de 2004 Origens: uma história de trinta anos
Com a repressão da ditadura, militantes viajam para o Chile, no governo de Salvador Allende. Entre eles, Túlio Quintiliano, ex-militante do PCBR, Enio Buchioni, ex-militante da Ação Popular, Maria José (Zezé) e Jorge Pinheiro, ex-militantes do MNR, e Waldo Mermelstein. Por intermédio de Mário Pedrosa e do trotskista peruano Hugo Blanco, entram em contato com a IV Internacional e formam o grupo Ponto de Partida. Golpe militar derruba Allende. Túlio Quintiliano é executado no Estádio Nacional. Ocorre a dispersão do Ponto de Partida. Enio é preso e consegue exilar-se na França. Zezé, Jorge e Waldo fogem e vão para a Argentina, onde fundam a Liga Operária. De volta ao Brasil, os militantes da Liga Operária publicam o jornal Independência Operária. O ascenso no movimento estudantil leva a Liga Operária (LO) a priorizar a construção na juventude e chega a 300 militantes no final de 1977. Maio - Milhares de estudantes e trabalhadores saem às ruas pela libertação de presos políticos, em São Paulo. Entre eles, os metalúrgicos Celso Brambilla e José Maria de Almeida, da LO. Agosto - O PST argentino, de Nahuel Moreno, funda a Tendência Bolchevique, uma das três tendências da IV Internacional. Novembro - A LO participa do jornal Versus. Aos poucos, passa a influir mais na redação e em 1978, deixa de editar o Independência Operária. Janeiro - Ocorre em São Paulo a primeira reunião para lançar a Convergência Socialista. Março - É lançado o Movimento Convergência Socialista (MCS) como tática para a construção de um Partido Socialista, no Colégio Equipe, em São Paulo. A Liga Operária passa a se chamar Partido Socialista dos Trabalhadores, que integra o MCS. 19 de agosto - O MCS realiza sua 1a Convenção Nacional com mais de 300 delegados, de oito estados, e 1.200 presentes. 21 de agosto - 24 militantes da CS são enquadrados na Lei de Segurança Nacional e presos durante todo o segundo semestre. Entre eles Nahuel Moreno. A campanha pela sua libertação, que inclui uma greve de fome, mobiliza o movimento estudantil e tem repercussão internacional, com mensagens como a do escritor Gabriel Garcia Márquez. O PST se integra à CS. 22 a 27 de janeiro - A CS é a primeira organização a chamar a construção do PT. No IX Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo, em Lins (SP), Zé Maria, do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e militante da CS, propõe um manifesto chamando "todos os trabalhadores brasileiros a unir-se na construção de seu partido, o Partido dos Trabalhadores". A moção é aprovada. Março - Explode a greve dos metalúrgicos do ABC e do interior. A CS tem importante participação. A UNE é reconstruída. A CS participa com sua corrente estudantil, o Ponto de Partida. Greve de 40 dias no ABC. Maio - Durante a greve dos metalúrgicos do ABC, a polícia prende vários sindicalistas, entre eles Lula e Zé Maria. Eles ficam 31 dias presos. 1º de Maio - A CS participa do ato que reúne 100 mil trabalhadores no Estádio de Vila Euclides, em São Bernardo. 29 de agosto - Cerca de 3 mil pessoas participam dos atos da CS e OSI no 40º aniversário do assassinato de Leon Trotsky. Setembro - Em São Paulo, congresso funda a UMES. 18 e 19 de outubro - 1º Conferência de Mulheres da CS. ![]() 26 de outubro - A CS participa do Ato no Estádio de Vila Euclides, em repúdio aos atentados e contra o enquadramento de Lula e demais dirigentes na LSN. 3 de novembro - O Convergência Socialista lança campanha para obter 15 mil assinantes e 800 mil cruzeiros e garantir a sobrevivência do jornal, atacado por bandos fascistas. A campanha duplica os objetivos. Das 100 mil filiações da campanha de legalização do PT, 20 mil são feitas pela CS e pela OSI. 14 e 15 de março - 1a Conferência Nacional da Fração Homossexual da CS. Dezembro - Após polêmica sobre o caráter do governo de Frente Popular de Mitterrand, na França, a CS e a OSI rompem o projeto de uma só organização. Janeiro - Fundada a Liga Internacional dos Trabalhadores (Quarta Internacional). O que motiva a fundação da LIT-QI é a necessidade imperiosa de preservar o programa e os princípios do trotskismo e construir um partido que começasse a resolver a ausência de uma direção revolucionária mundial. Março - A CS e o Alicerce da Juventude Socialista se unificam, passando a ser uma única organização denominada Alicerce. Agosto - A CS participa do I Conclat (Congresso das Classes Trabalhadoras), que aprova a fundação da CUT. Novembro - Marchas pelas Diretas reúnem cinco milhões no país. Uma em cada 24 brasileiros. A CS propõe greve geral. Abril - Em seu 8º Congresso, os socialistas decidem retomar a Convergência Socialista. "Durante um ano estivemos apoiando as lutas dos trabalhadores, mas com um peso maior na juventude, por meio de Alicerce da Juventude Socialista. O ascenso dos trabalhadores volta ao centro, e o retorno da Convergência Socialista se faz necessário". Junho - Chapa apoiada pela CS vence eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem. 16 de setembro - Sede da ACS Editora é invadida. Outra sede, em Porto Alegre, é atingida por um início de incêndio. Oposições apoiadas pela CS vencem as eleições no Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e nos Metalúrgicos de São José. 25 de janeiro - Morre Nahuel Moreno, fundador da LIT-QI. A CS, no PT, reelege Ernesto Gradella em São José dos Campos, e elege mais cinco vereadores: Guilherme Haeser (Rio), Paulo Moura (Contagem), Babá (Belém), Paulo Rigo (Passo Fundo) e Alvarenga (Porto Alegre). Mauro Puerro, suplente em São Paulo, assume a vaga pouco depois. Com isso, são sete vereadores. 14 de março - Explode a primeira greve geral em trinta anos. Zé Maria é um dos dirigentes da ocupação da Mannesman. Junho - Um ato na abertura do Congresso da CS no Anhembi, em São Paulo, reúne cinco mil pessoas, de todo o país. 11 de setembro - Greves, como as de eletricitários e bancários, enfrentam o arrocho de Collor. Outubro - Ernesto Gradella é eleito deputado federal. Janeiro - 500 famílias sem-teto da ocupação "Vila Socialista", em Diadema (SP), são desalojadas. Dois sem-tetos são mortos e o vereador Romildo Raposo, da CS, é preso. Inicia-se uma campanha pela libertação. Dezembro - No 1º Congresso Nacional do PT, a direção proíbe as tendências. Em seu editorial, o jornal Convergência Socialista chama o "Fora Collor e o FMI!". Fevereiro - Com 15% de popularidade, Collor já não consegue governar sozinho. Patrões atraem lideranças sindicais para o pacto social. 6 de abril - A Executiva do PT expulsa a Convergência Socialista. Na resolução, o então secretário-geral José Dirceu aponta, como uma das faltas graves da CS, o desenvolvimento de uma "ação de rua e tática de oposição ao governo". Ou seja, a campanha pelo Fora Collor. J |
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
GALERIAS DE FOTOS
|



















































