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Edição nº 170
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quarta-feira, 5 de Maio de 2004 Governo Lula retirou resolução da ONU
Apoiada pela maioria do movimento GLBT mundial, a resolução, contudo, foi retirada em março passado, pelo próprio governo, sob a alegação de que não tinha o apoio necessário para ser aprovada. Setores do movimento GLBT nacional (governista, na maioria) estão denunciando a retirada, mas, geralmente, poupam o governo, afirmando que os grandes responsáveis pelo recuo foram os países islâmicos e o Vaticano (que, de fato, jogaram pesado contra a medida). Para nós do PSTU, contudo, a história é bem mais complicada. E tem a cara do governo Lula. O que tem pautado a atuação do governo (também) neste campo é muito blá, blá, blá. Basta dizer que dois dias depois da retirada da proposta da ONU, Nilmário Miranda, Secretário de Direitos Humanos, anunciou que o governo irá apresentar um "pacote" de medidas para combater a violência e a discriminação aos homossexuais. Setores do movimento GLBT governista acreditam que, agora, a história será diferente. O problema é que não foi apenas a pressão dos islâmicos e do Vaticano que barraram a resolução da ONU. Parte fundamental da oposição ao projeto saiu do Brasil, mais especificamente do Congresso, do Partido Liberal (do vice de Lula) e das igrejas católica e evangélicas. Para barrar a iniciativa, vários sites, principalmente dos evangélicos, revelaram que "antes das eleições presidenciais Lula havia se comprometido, em reunião com importantes pastores, a não deixar que seu governo promovesse questões ligadas ao aborto e ao homossexualismo". Ou seja, parece que não foi só para o FMI e os banqueiros que Lula assumiu compromissos contrários àquilo que dizia durante sua campanha. |
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