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segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006 Sindicatos de Alagoas se desfiliam em bloco da CUT
Nesse dia, os quatro sindicatos darão uma entrevista coletiva na sede do Sindjus, no Centro de Maceió, apresentando os motivos da ruptura. Depois, os representantes dos sindicatos pretendem ir até a sede estadual da CUT para protocolar uma carta conjunta com a desfiliação. Na carta, os sindicatos afirmam que a desfiliação é uma "resposta à dependência da CUT ao governo federal, que mantém uma política econômica com taxa de juros elevada, reajuste salarial zero para os servidores e reformas que tiram direitos". O processo de ruptura teve início com o Sindjus. Nos dias 11, 12 e 13 de novembro, o sindicato realizou seu Congresso, em Japaratinga (AL). A tese defendida pela diretoria do sindicato e aprovada em plenário não só decidiu pela ruptura da categoria como aprovou a realização de um debate com outras entidades do estado para uma saída em bloco da CUT. Depois, a desfiliação do Sintsep se deu apesar de uma dura repressão da CUT estadual, que tentou impedir a assembléia, com liminar e polícia a tiracolo. A primeira assembléia, em 3 de dezembro tinha mais de 600 servidores, a maioria aposentados, que foram surpreendidos com a ação cutista. Mas os servidores não se intimidaram e, em assembléia realizada no dia 23 de dezembro na cidade de Palmeiras dos Índios (AL), os 412 servidores presentes aprovaram por unanimidade a ruptura com a CUT. Depois desses sindicatos, o Simesc e o Sinpofal também realizaram suas assembléias em janeiro e optaram pela desfiliação. Na assembléia do Sinpofal estiveram presentes cerca de 40 policiais federais, além de representantes de outras entidades que apoiaram a decisão. A partir de agora, esses sindicatos deverão discutir uma alternativa de organização nacional. Já na assembléia do Sintsep, por exemplo, os participantes usaram os adesivos de convocação do Conat, apontando o Congresso e a Conlutas como uma alternativa. |
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